Á escola continua a ser atribuída a transmissão de saberes considerados socialmente úteis. No entanto, modificou-se consideravelmente o modo como passaram a ser encarados os sistemas tradicionais de educação, revelando as suas debilidades e forçando a sua mudança, nomeadamente através da ampliação do campo das actividades autodidácticas e acentuando o valor das atitudes activas e conscientes para a aquisição de conhecimentos.
Neste contexto é inevitável que a escola se adapte aos novos desafios decorrentes da evolução da sociedade. Torna-se necessário definir um novo perfil de escola, por oposição a escola tradicional, no entanto, o papel da escola e dos professores não deixa de ser de extrema importância, antes pelo contrário. *
Temos que todavia admitir que estes deixaram de ser a fonte exclusiva do saber, pois a informação está ao alcance de todos, até das crianças, mesmo fora do contexto institucional. Devemos encarar esta realidade como o fez o professor citado por Papert: “Tudo isto me fez sentir que não podia continuar a fazer de conta que sabia tudo, o que foi um enorme alívio!” (p.225)
* Falamos em tecnologias, em novos conhecimentos, em muitos saberes, mas o papel do professor é determinante na formação dos seus alunos (principalmente no básico e secundário), mais num contexto afectivo do que de conhecimentos. Cada vez mais o professor assume na escola um papel de psicólogo, cada vez mais existem alunos a precisarem de ser ouvidos, a terem carências afectivas e precisamos de reflectir nessa questão: que sociedade estamos nós a criar?
O livro de leitura obrigatória
sábado, 15 de dezembro de 2007
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